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Javier Zanetti, Il Capitano


Nascido e criado em Buenos Aires, Argentina, Javier Zanetti integrou as camadas jovens do Independiente entre 1982 e 1989. Seria cortado pelos rojos devido ao fraco porte físico que apresentava na altura. Segundo os responsáveis pelo departamento jovem, o jogador não teria o necessário para singrar como atleta profissional. Desgostoso por ter sido afastado do Independiente, o clube para o qual torcia, Zanetti foi trabalhar com o pai como pedreiro. Contudo, Zanetti não desistiu. Deu um passo atrás, ingressando no modesto Talleres. Após algum tempo nas camadas jovens, estreou-se pela equipa principal com apenas 19 anos. Viria a completar mais de 30 jogos nessa temporada, o que despertou o interesse do Banfield.

A mudança para o Banfield ajudou Zanetti a evoluir vários aspectos do jogo, despertou o interesse de vários clubes da Europa e proporcionou a sua primeira internacionalização pela selecção argentina. Em 1995, Javier Zanetti transfere-se para o Inter de Milão, naquela que foi a primeira contratação de Massimo Moratti à frente dos Nerazzurri. Sebastián Rambert, Roberto Carlos, Paul Ince ou Maurizio Ganz foram alguns dos jogadores que aterraram em Milão nesse mesmo Verão. Tal como acontecera nas épocas anteriores, a nivel individual, Zanetti fez uma época irrepreensível, contudo, a nível colectivo o clube não esteve bem, caindo logo na fase de grupos da Taça UEFA (Actual Liga Europa) e acabando em 7º lugar na Serie A.

Como qualquer protejo novo, também este Inter necessitava de algum tempo. De ano para ano, notava-se uma evolução, quer no plantel, quer na mentalidade na equipa. Na segunda época com a camisola do Inter, Zanetti e companhia alcançaram a final da Taça UEFA, caindo aos pés do Schalke 04. Na época seguinte, já com uma equipa mais competitiva, o Inter de Zanetti, Pagliuca, Taribo West, Bergomi, Zé Elias,  Simeone, Djorkaeff, Zamorano ou Ronaldo, alcançou novamente a final da Taça UEFA, desta vez levando a melhor, e logo frente aos rivais da Lazio que na altura contavam com Alessandro Nesta, Favalli, Pavel Nedved ou Roberto Mancini.


Javier Zanetti era conhecido como o trator, tal era a capacidade de percorrer todas as zonas do campo durante os 90 minutos. Actuando como lateral, central, médio defensivo ou ligeiramente mais avançado, Zanetti nunca mais saiu do 11 titular do Inter. O clube de Milão passou por alguns anos menos bons e só com Roberto Mancini no comando do mesmo, voltaria a conquistar o scudetto, depois de 17 anos de jejum. O ponto alto da sua carreira seria alcançado sob o comando do português, José Mourinho, na famosa temporada de 2009/2010, quando o Inter de Milão conquistou tudo o que havia para conquistar, alcançando o famoso triplete, juntando a Serie A, a Taça Italiana e a Liga dos Campeões. O polivalente argentino, encerraria a carreira em 2014, tendo conquistado ao serviço do Inter, 16 títulos, tornando-se no jogador mais titulado do clube de Milão. A longevidade de Zanetti, proporcionou vários records, como o jogador com mais jogos disputados pelo Inter (mais de 850) ou ainda o único jogador a alinhar em 162 jogos consecutivos. Zanetti foi durante mais de uma década o jogador argentino com mais internacionalizações, sendo em 2018 ultrapassado por Javier Mascherano.

Após pendurar as botas, Javier Zanetti aceitou a proposta do indonésio, Erick Thohir, para assumir a vice-presidência do Inter.

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